segunda-feira, 18 de abril de 2011

A REVOLTA DA CHIBATA 22 - 11- 1910

http://www.cedine.rj.gov.br/joao_candido.asp

O Marujo Marcelino, estava sendo castigado.
Nas Chibatadas o desatino, não era mais suportado.
Corda de linho e agulha de aço, faziam o sangue jorrar.
A indignação ocupou o espaço, e fez a revolta deflagrar.

1910 Rio de Janeiro, no Brasil, na Capital.
Um momento derradeiro, da discriminação racial.
Era Negra a Marujada, a ferro e fogo submetida.
Por tudo era castigada, era uma vida sofrida.

Novembro 22 o dia, dois mil, marinheiros.
Com audácia e galhardia, eram quilombolas guerreiros.
De Palmares ressurgidos, para o momento do insurgir.
Organizados e decididos, com João Cândido novo Zumbi.

O mundo ficou admirado, com a técnica pra navegação.
Cada navio foi manobrado, com perícia e perfeição.
Na Baia de Guanabara, De todos oficiais se livraram.
Com movimentação rara, para fora da barra navegaram.

Exigiram fim dos castigos, e da alimentação melhorar.
Como humanos fossem tidos, oficial não poderia espancar.
Resolutos e participantes, com todo arrojo e sem medo.
João Cândido Comandante, nosso Almirante Negro.

O Governo estava vencido, e aceitou todas exigências.
Acuado e espremido, comprometido a ter decência.
As Armas foram depostas, haviam conseguido vitória.
Mesa da traição posta, violentaram nossa História.

Um pretexto foi o suficiente, para o governo não cumprir.
Traiçoeiros, Covardes e indecentes, viciados em oprimir.
Expulsou os marinheiros, prendeu os lideres do movimento.
O reprimir mais verdadeiro foi maldito aquele momento.

Para a Amazônia embarcados, bem na noite de Natal.
Sete foram fuzilados, pois não renunciaram ao ideal.
Foi a liberdade no momento, foi um degrau da revolução.
Nos deixaram ensinamento, que hoje é lembrado em canção.







referência: http://www.overmundo.com.br/banco/a-revolta-da-chibata-22-11-1910
 Conclusão: podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da República. Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares.








referência: http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_chibata.htm


 Capa da 1ª edição de A Revolta da Chibata, datada de 1959 mas lançada em novembro de 1958 e a esquerda a 4ª edição do livro de Edmar Morel, 28 anos após o primeiro lançamento..






referência: http://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/candidohoje5.html




referência: http://wn.com/A_REVOLTA_DA_CHIBATA

7º DIA





 A insatisfação retornou e fizemos uma outra revolta na Ilha das Cobras, sem o mesmo sucesso de antes. Fomos bombardeados o dia inteiro e fortemente reprimidos pelo governo, mesmo depois de hasteamos a bandeira branca, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha. Tudo desmoronou para nos, marinhos, já que as condições de vida passaram a ser ainda mais desumanas!  Fui expulso da Marinha e os outros revoltosos foram mandados para a Amazônia no navio Satélite, para trabalhar na produção da borracha. Estava restaurada novamente a honra da Marinha!
 Ao lado dos muitos nomes da lista entregue ao comandante do navio, havia uma cruz vermelha, feita a tinta, o que significava a sua sentença de morte. Assisti a muitos desses marinheiros sendo fuzilados sumariamente e jogados ao mar.
 Eu, João Cândido, quem havia sobrevivido àquela chacina, juntamente com mais 18 companheiros, fomos recolhidos a uma masmorra da Ilha das Cobras, onde vivíamos como animais. É neste lugar que me encontro agora! É este lugar que me toma cada dia mais meu posto honroso de “Almirante Negro”.





6º DIA





 Acreditávamos que tivéssemos vencido, mas enquanto ainda comemorávamos nossa vitória, logo depois de termos entregado nossas armas e embarcações, o presidente solicitou expulsão de alguns revoltosos, sob a acusação de "inconveniente à disciplina". A anistia fora uma farsa para desarmar-nos! 








referências: http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_chibata.htm

5º DIA

 Com a carta, a população permaneceu em estado de alerta e muitas pessoas fugiram, em pânico. Criamos um verdadeiro impasse institucional! De um lado a Marinha, que queria a punição dos amotinados, em conseqüência da morte de alguns oficiais da armada. Do outro lado, o governo e os políticos, que sabiam não ter forças para satisfazer essa exigência. Por fim, o presidente Hermes da Fonseca aceitou o ultimato! Descemos então a bandeira vermelha dos mastros de nossos navios. Já podíamos sentir a vitória, com o fim da chibata na Marinha de Guerra do Brasil.





sábado, 16 de abril de 2011

4º DIA

 Redigi a carta ao presidente da República e ao ministro da Marinha reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso contrário, bombardearemos a cidade do Rio de Janeiro, Capital Federal; além dos navios que não se revoltarem! Deixei claro que não queremos a volta da chibata, e queremos uma resposta imediata!  






referênciahttp://www.mdig.com.br/index.phpitemid=2896?

3º DIA

Chibata pag 1 interna



 
Nos rebelamos e fizemos um motim, eu como líder dos marinheiros. Num golpe rápido, matamos o comandante do navio, Batista das Neves, e mais três oficiais. Chegando à Baia da Guanabara, conseguimos o apoio de marinheiros do encouraçado de São Paulo. Estávamos ganhando força!
 Obtemos a adesão do Encouraçado São Paulo, o segundo maior navio da Armada, e de mais seis embarcações menores. Estamos agora a caminho do Rio de Janeiro, onde pretendo mandar uma reivindicação ao governo.








referências: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2896
http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php?itemid=10659

quarta-feira, 13 de abril de 2011





http://www.youtube.com/watch?v=fV5stx5zNbA&feature=related

2º DIA

A tripulação está indignada! Castigaram nosso companheiro Marcelino Rodrigues Menezes com 250 chibatadas, ao invés das 25 mínimas regulamentares, a caminho do Rio de Janeiro. Desmaiou, mas os açoites continuaram. Aceito o fato de que, por ele ter ferido um cabo com uma navalha merecia ser punido, mas sua punição foi desumana! Este foi o nosso limite, agora teremos que adotar algumas medidas!








referência:http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2896 
Chibata 2 pag interna






referência: http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php?itemid=10659

segunda-feira, 11 de abril de 2011

1º DIA








Não sei por quanto tempo mais aguentaremos as punições. Não tinha idéia do que se passava na marinha até o momento em que passei a fazer parte dela. O motivo? Sou negro. Entendi que era uma vida dura para homens valentes, e logo cedo descobri que num navio a disciplina e o respeito pela hierarquia eram muito importantes. O que eu não esperava era a maneira como essa disciplina é imposta sobre nós. Há alguns dias eu mesmo tive que buscar e amarrar um amigo no meio do navio, onde eram aplicados os castigos físicos. A chibata.
 Tornou-se cada vez mais difícil suportar a mentalidade conservadora, elitista e escravocrata. A comida tem sido insuficiente, as condições de trabalho péssimas, e as chibatas constantes.









referências:http://www.historiaequadrinhos.com.br/2010/09/chibata-joao-candido-e-revolta-que.html
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtPTbTa0ZhZy6AoS4I5lD0cvLkauwuNmLDpLd1GRocjljcPv09TfKh7_4-GYBDumM8fDspS9z7m0XZs6xxw8PQVgSM-_FY-3gQSFctUHKniqWtFovNQmWhFsmbJs3pkTXqjshd1SUVVwVh/s400/debret+-+chibata.jpg